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sábado, 25 de junho de 2022

Por onde anda: Aldeni

 


                               Por Glauber Vieira.


A agente policial de custódia Aldeni Pereira Xisto de Assis, da turma de 1999, escreve sobre sua experiência na PCDF: "primeiramente agradeço a Deus, e, quero dizer que me sinto feliz e honrada pelo convite do Glauber e agradecer também à AAPC pelo espaço pra contar um pouquinho da história de uma menina pobre, criada pelos avós (no interior do Piauí), que com apenas 13 anos de idade e a quarta série, decidiu sozinha, vir pra Brasília em busca de estudo e trabalho.

Antes de entrar na polícia eu trabalhava na secretaria de saúde, tinha acabado de me formar em ciências contábeis e era concurseira, porém não tinha intenção de fazer concurso pra polícia, mas foram os meus colegas de trabalho que me incentivaram a me inscrever. 


                                               

E, claro, eles estavam certos.  Foi uma conquista que agradeço a Deus desde o momento em que passei e não me cansarei nunca de agradecer. 

Tomei posse e fui lotada no CIR onde permaneci até 2015, além de muito trabalho, fiz muitos amigos (tentamos não deixar isso se perder). Foram 15 anos na área  de pessoal na qual auxiliei meus colegas de trabalho  em tudo que estava ao meu alcance e tinha satisfação em poder fazer isso. Depois tive uma breve passagem na DCPI e CPP e depois mais 2 anos no NAC, onde tive uma grande experiência nas audiências de custódia. Mesmo com todas as dificuldades, mesmo não sendo valorizados como merecemos, tenho orgulho de ser policial. 

Me aposentei em 2017 e estou amando esta fase, sem ter obrigação de cumprir horário, não ser escalada pra plantão no final do expediente, ficar mais tempo com meus filhos, pois foram muitas as dificuldades em conciliar trabalho com os filhos pequenos. 

Também posso cuidar mais de mim, apesar de ter ficado um tempo fora da academia, por motivos de saúde, sempre gostei de me exercitar. Até que, no tempo certo, entendi que pra ter minha saúde física e mental de volta, teria que retornar à atividade física e, como muitos já sabem, a vida fitness, tornou-se minha paixão. Gratidão ".



sábado, 21 de maio de 2022

Por onde anda: Marcelo Costa

 



O AgPC Marcelo Costa relata que fez o primeiro e segundo graus no Colégio Militar de Brasília, onde começou a traçar os planos de ser Oficial do Exército . Foi admitido na AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras, localizada em Rezende - RJ), onde estudou quatro anos, formando-se aspirante a oficial em 1992.

Foi transferido para o 32a GAC (Grupo de Artilharia de Campanha) , em Brasília, onde permaneceu até 1999. Nesse período, trabalhou na área de lançadores de foguetes.


Costa na época do Exército

No ano 2000 cursou, no Rio de Janeiro, a ESAO (Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais). Após o curso, foi designado para servir em Curitiba. Sua família permaneceu em Brasília.

Nessa época prestou concurso para a PCDF, como uma "carta na manga" para voltar ao convívio com a família em Brasília, caso não conseguisse sua transferência.

A transferência não aconteceu e , após sua nomeação para a PCDF, Costa retornou então ao DF.

A adaptação na Polícia Civil foi rápida. Começou sua carreira como plantonista no CIR, onde fez muitas amizades e percebeu que faziam ali um trabalho de muita relevância no aspecto social.

Por volta de 2009, foi transferido para o CPP, onde permaneceu até 2011, quando foi designado diretor-adjunto do CDP.

Nessa função, teve a oportunidade de exercer a chefia e a liderança aprendidas no Exército. Após a saída do CDP, foi transferido para o CIR, onde também teve a função de diretor-adjunto. Por fim, foi remanejado para o recém criado NAC (Núcleo de Audiência de Custódia), na época chefiada pelo também Agente Policial de Custódia Mauro e vinculada ao sistema penitenciário. Após algum tempo, o NAC passou a  ser vinculado ao DCCP, onde começou a se sentir entre os seus, pois estavam aqui colegas muito próximos que se conheciam a muito tempo.

Por fim, aposentou-se em março de 2019, passando a dividir seu tempo entre o cuidado com a família, o trabalho de síndico do prédio onde mora (trabalho que exerce de forma contínua até hoje) e a lateral esquerda do time do Esperança, equipe de futebol da AABB, em que tem a motivação de se preparar fisicamente e participar de campeonatos.

Em visita ao estádio do Bayern de Munique


Costa com sua esposa


A equipe do Esperança 






Entrevista realizada pelo AgPC Glauber

domingo, 8 de maio de 2022

Por onde anda: Lins













O AgPC Saulo Flavius Borba Lins, mais conhecido como Lins, é da turma de 1999 e aposentou-se em 2018.


Ao terminar o Ensino Médio em Recife, começou a servir o Exército, inicialmente em Recife e depois em Natal. Hoje é segundo-tenente da reserva do Exército.

Ao sair do Exército, fez o curso de engenharia agronômica na UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco). Após se formar, foi trabalhar na cidade de Santana (BA) em uma empresa responsável por projetos agropecuários voltados para bancos e fazendeiros.

Em seguida, trabalhou no SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), que fazia parte do Ministério do Trabalho e era responsável por instruções ao homem do campo. Após quatro anos o SENAR foi extinto no âmbito governamental e suas atividades passaram a ser feitas por uma empresa privada. Por ser servidor público, Lins foi remanejado para o Ministério da Agricultura, onde permaneceu por cinco anos, trabalhando como gerente regional em algumas cidades da Bahia.

Passou então a trabalhar no Banco do Brasil, durante cinco anos, quando então entrou para a PCDF em 1999.

Em sua carreira policial trabalhou um ano no CIR, um mês na DPOE, doze anos no CDP,  dois anos na PDF II, 1 ano na 30a DP (São Sebastião), dois anos no CPP e três anos nas papudinhas (HBB, HRAN, Hosp. Paranoá).



Equipe com a qual Lins encerrou sua carreira na ativa da PCDF: Thiago (escrivão), Erick (delegado), Pita (agente de polícia, chefe do plantão), Lins e Camila (Agente de polícia).


Lins conta que, dois anos após sua entrada na Polícia Civil do DF passou em um concurso do TRT, porém, permaneceu trabalhando como agente penitenciário, pois estava bem adaptado e gostava do serviço.

Para a aposentadoria utilizou também o seu tempo de exército, e por isso recebeu abono permanência por alguns meses.


                                           

A partir de então Lins tem dividido seu tempo entre sua cidade natal,  Recife, onde aprecia especialmente o mar e a gastronomia, e Brasília, onde continuam morando suas três filhas e dois netos. No próximo dia 10 de outubro, completará 65 anos de vida.



Entrevista realizada pelo AgPC Glauber

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Por onde anda: Valdeck

 






Valdeck começou a vida profissional servindo o Exército. Posteriormente trabalhou por um ano no Armazém Paraíba, em Teresina, e em seguida trabalhou na Universidade Federal do Piauí.
Em 1999 seguiu para Brasília, para assumir suas funções no cargo de agente penitenciário da Polícia Civil.
Valdeck trabalhou na PDF 1, que havia acabado de ser inaugurada, depois trabalhou no CIR, PFDF, CPP e, por fim, trabalhou nas alas hospitalares do HRAN e do Hospital de Base escoltando presos.
Aposentou-se em 2015 e seguiu para São Luís (MA,) onde trabalhou por um ano na penitenciária de Pedrinhas.
Por fim, resolveu descansar e voltou para Teresina,  onde mora sua família.
Valdeck  visita habitualmente Brasília, onde sempre faz questão de se encontrar com os amigos que fez nessa caminhada.

Entrevista realizada através do Whatsapp pelo AgPC Glauber


quinta-feira, 7 de abril de 2022

Por onde anda: Mônica

 



Mônica dos Santos Costa Ferreira é da turma de 2002.

Antes de se tornar Agente Policial de Custódia, trabalhou durante 13 anos na Secretaria de Educação do DF como alfabetizadora.

Relata que " essas duas áreas, educação infantil e atividade policial de custódia, apesar de serem completamente opostas, foram de muita valia para mim como ser humano ".



Mônica com o filho e o marido, o também AgPC Glauber


Como agente,  trabalhou durante 15 anos, a maior parte desse tempo, cerca de uma década, no NUARQ do CIR, onde aprendeu bastante sobre a execução penal. Depois foi lotada no Centro de Observação (CO), na área administrativa,  onde " conheci como funcionária o trabalho tão minucioso feito com maestria pelos psicólogos ". Em seguida trabalhou na DCPI, na área de cadastro de Mandados de Prisão,  sendo uma experiência tranquila pois o trabalho anterior no NUARQ já lhe dera o conhecimento necessário para bem exercer essa função. Por fim, foi lotada no CPP, também no NUARQ, onde teve a oportunidade de encerrar sua carreira perto de colegas muito queridos.

Mônica diz que teve o privilégio de se aposentar em 2017. Inicialmente passou por um período de descanso quanto aos compromissos com hora marcada. E conclui: "em maio de 2019 me tornei mãe,  meu maior sonho! Desde então, me dedico integralmente à tarefa de cuidar de mim, da minha família e do meu lar. Sinto-me feliz e abençoada,  pois Deus me deu tudo que eu precisava, no momento certo".

Entrevista realizada pelo AgPC Glauber

segunda-feira, 7 de março de 2022

Por onde anda: Íris Nascimento




A AgPC Irismar Nascimento , mais conhecida como Íris, foi Policial Militar entre 1987 a 1991, quando entrou na Polícia Civil.


Ainda como policial militar


Relata que a experiência de trabalhar como policial civil foi muito enriquecedora sob todos os pontos de vista: "porque de uma certa forma, ao meu ver, a função te qualifica para o que tem de mais duro na vida. Lá o agente tem de lidar com as mais variadas situações  e pode experimentar os mais diversos sentimentos que tocam a alma humana. Então, isso te faz ter uma visão diferenciada da vida e te torna forte para poder aplicar essa experiência em  situações vividas na sua vida particular".

Íris tomou posse no dia 27/07/91, passando a trabalhar no Centro de Internamento e reeducação - CIR. Depois de longos 15 anos, com a criação da PDF I foi trabalhar lá e posteriormente na PDF II, saindo depois de aproximadamente 3 anos para o Galpão/Sia (atual CPP). Posteriormente foi transferida para a Corregedoria Geral da PCDF. Trabalhou também na Corregedoria Geral do GDF (Assessoria Jurídica) e por último no 197 (Disque Denúncia) da SSP/DF, quando se aposentou.

Íris aposentou-se em 2014, começando a advogar no ano seguinte, seguindo com esse trabalho até o momento. 


Em sua atuação profissional


Desde 2017 mora em Elizabeth, no Estado de New Jersey -USA, porém, seus vínculos profissionais com o Brasil continuam, através de processos eletrônicos.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Por onde anda: Berenice

 

Com a professora Gina Pontes (esquerda da foto) do projeto Mulheres Inspiradoras (quem me influenciou estudar e palestrar sobre violência sofrida por mulheres)




Berenice é da turma  de 1990 e, em sua vida profissional, trabalhou no CDP, PDF II, DPOE, DCCP, CPP, DCA I e 15a DP onde aposentou-se no ano de 2019 .

Relata que ser Agente Policial de Custódia foi um presente de Deus, além de complementar que sente saudade da época em que trabalhava no sistema penitenciário. 

Ainda antes de se aposentar, se envolveu em trabalhos religiosos em prol da sociedade, visitando instituições de menores infratores. Também palestrou em 10 escolas do Distrito Federal por um projeto chamado Elas por elas (do Jornal Metrópole), em que o foco eram as questões de violência doméstica.

Berenice percebe como muito importante a relação educação e religião,  pois esses dois aspectos ajudam na reintegração social e também provocam reflexão  nas pessoas, tanto para não serem as violentadoras, nem as vítimas. Esses projetos também são apoio aos familiares das pessoas envolvidas nesse contexto (autor/vítima).

Entre seus planos futuros, está a publicação de um livro chamado "Os ladrões não  são de Marte", justamente para conscientizar a sociedade de que os encarcerados um dia voltarão a convivência externa.

Palestra sobre violência doméstica em escola do Sol Nascente


Entrevista ao então Diretor do PDF 2, Leônidas, em curso do MINISTÉRIO CARCERÁRIO ADVENTISTA


Roda de conversa no Projeto Elas por Elas


quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

POR ONDE ANDA: FRANCISCO DA COSTA MATOS.

 









No ano de 1995 precisamente no dia 03 de dezembro justamente no pátio do antigo CFAP ( Centro de Aperfeiçoamento de Praças da Policia Militar do Distrito Federal) em Taguatinga, onde trabalhava como monitor de educação física para os cursos vigentes na Polícia Militar do Distrito Federal instituição no qual permaneci por 09 anos foi avisado que tinha sido nomeado para o cargo de Agente Penitenciário da PCDF.


                                                 

De imediato fiquei surpreso pois geralmente no final do ano não se espera qualquer tipo de mudança por causa das festas natalinas e de réveillon.

Logo providenciei minha documentação e assumi o cargo no dia 06 de dezembro do corrente ano.

Me apresentei  no CIR (Centro e internação e Reeducação) , onde permaneci até o ano de 2009, nesse período trabalhei no plantão e posteriormente fui para o expediente, nesse período desenvolvi funções como auxiliar de adjunto, adjunto e chefia de pátio.


                                        

                                        


Vivenciei duas rebeliões nos quais o apoio da família e a lealdade dos meus companheiros foram fundamentais no êxito da resolução dos problemas e na superação psicológica pós rebeliões.


Minha principal bandeira além da responsabilidade funcional e respeito a hierarquia, foi sem dúvida o desenvolvimento do esporte no meio do órgão onde estava lotado. Sempre inseri a prática esportiva na minha equipe e posteriormente na instituição como forma de escape já que nosso serviço sempre foi muito tenso. Organizei campeonatos de futebol e corridas buscando a saúde mental e física dos funcionários e principalmente a interação entre os colegas, vale ressaltar que esses campeonatos de futebol também eram realizados para os internos que cumpriam penas nos respectivos presídios onde eu trabalhava.

 





Fui membro da comissão organizadora das Olimpíadas policiais ( JESPOL – Jornada Esportiva da Policia Civil) durante longos anos, onde havia cerca de vinte modalidade esportivas disputadas por policiais civis, carreira de apoio e servidores lotadas na nossa amada instituição.

Tive a honra de ser vice-campeão mundial em Nova Iorque em 2011 nos EUA na modalidade de futebol, apesar do atletismo ser minha grande paixão.

Atualmente moro em Taguatinga, faço parte de um grupo de corredores no qual aprendemos as técnicas dessa modalidade, priorizo as provas de trilhas e montanhas, onde (dentro do possível) viajo pelo país onde essas provas acontecem com mais frequência.

Meu maior sonho sempre foi a inclusão no calendário de corridas do Distrito Federal a prova da Polícia Civil, pois assim como o DETRAN, PMDF,  Corpo de Bombeiros e outros órgãos do GDF, nada mais justo que tenhamos a nossa também.

Me aposentei em 2015, sinto muita saudade dos meus companheiros por isso procuro sempre participar dos eventos realizados por nossa instituição e órgãos por onde desenvolvi minhas funções e onde sou convidado.



O projeto "Por onde anda" é uma iniciativa do Agente Policial de Custódia e escritor renomado GLAUBER VIEIRA. Em breve, outros colegas aparecerão em nosso site.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

POR ONDE ANDA: GIULIENY MATOS.

Giulieny Matos

                                                 
                                                                                             Por Glauber Vieira.




A EXPERIÊNCIA NA POLÍCIA 


Fui muito feliz como Agente penitenciário. Entrava no trabalho cantando para viver bem o dia, cada dia, dia a dia.  Assim cumpri minha missão na PCDF, sempre fazendo o meu melhor e sendo íntegra em minhas ações e palavras.  Do desempenho nesse cargo conquistei minha autonomia financeira, adquiri meus bens, inclusive já representei o Brasil, os policiais, escritores de Brasília em vários locais mostrando que é possível ser agente penitenciário, policial, e ser humano numa só pessoa. Meu hobbie preferido é quebrar paradigmas sociais. Mulher, policial, penitenciária de segurança máxima, mãe, múltiplas funções.

Os dissabores? Ficaram pra trás, foco no futuro. Meio que virei despachante imobiliária também, resolvendo assuntos da família, rsrsrsr.

A experiência na Delegacia, no final da carreira trouxe aprendizagem, mas não foi fácil. Sentia-me uma estagiária de 50 anos começando um emprego novo. Consegui vencer porque fui super bem acolhida pela minha equipe de plantão na 21a DP, pessoas incríveis que ainda mantenho contato. Atualmente atuo no segmento da prevenção precoce da violência,  em defesa da criança filha de presidiário, demonstrando ao mundo o primeiro livro que aborda o sentimento da realidade da criança nessa situação social, o livro "Cadê Minha Mãe". Para 2022/2023 estou montando um cronograma de divulgação para outros Estados. É muito gratificante testemunhar a mudança de atitude e comportamento - para melhor é claro, de pessoas que viveram essa experiência a partir de um simples projeto literário bem conduzido.


CRIAÇÃO DE JORNALZINHO 



Sempre fiz jornal.

Inclusive anos atrás adquiri o direito tácito ao Registro como Jornalista.


Fazia jornal em todo lugar, no trabalho, na Igreja, escrevia para jornais locais desde os 16 anos de idade.


Quando me tornei chefe de pessoal e de protocolo na PDF 2 (NUEX) senti a necessidade de repassar informações importantes, pois lia o DODF obrigatoriamente todos os dias, datas de férias e afastamentos para os chefes, então criei o primeiro NUEX INFORMA DA PDF2.


O jornalzinho da PDF 2 foi a maior maravilha pra mim! Eu repassava informações super importantes para todos e me divertia fazendo algo que gostava, ponto de fuga daquela burocracia. Eu diagramava geralmente em casa (nunca foi no trabalho, ou encarei como trabalho), pagava tudo: papel, impressão, comprava folhas coloridas, depois foi evoluindo... A melhor parte eram as entrevistas! (risos) Cada mês eu homenageava alguém. Era segredo! Era super divertida a revelação! "Giu, a banquinha bombou!" Rsrsrsrsrs


Fez tanto sucesso que todas os EPs também quiseram fazer. Até o Mauro pediu para a servidora dele me ligar para implantar lá no DIPOE também. Muitos vingaram e duraram até um bom tempo. Quando fui para o CPP, o Álvares já conhecia meu trabalho. Retomei de modo oficial o INFORMATIVO OFICIAL DO CPP. Teve agente que voltava lá pra me pedir para anexar no dossiê da PCDF quando aposentava. Cada um traz consigo uma história de vida interessante.


                                       



OUTRAS EXPERIÊNCIAS 


Também  fui chefe do jurídico na PFDF, reestruturei todo o jurídico de lá (era uma bagunça total) criei metodologia de trabalho, corrigi todos os despachos,  diminuí o quantitativo de xerox de 11 mil/mês para 2 mil mês.


Na SSP fui convidada para escrever para um projeto de prevenção para gravação de vídeos, mas por causa da mudança de governo não foi pra frente.


A experiência do CPP foi incrível. O Álvares encomendou uma cartilha, pois a transição dos internos  do fechado para o semiaberto tem mais regras que uma partida de futebol rsrsrs. A princípio era para ser simples mesmo, uma apostila xerocada. Corri atrás e consegui a doação de 4 mil cartilhas do UniCeub e 1mil da gráfica do TJDF. A repercussão foi maravilhosa. Muitos elogios de vários órgãos, de parentes de presos que iriam fazer pedidos à VEP os quais não teriam direito e se antemão se informaram. Ligações recebidas na AJ e ofícios na Direção de elogios.

Todo esse movimento repercutiu em outros órgãos. A FUNAP fez, na época, uma cartilha maravilhosa também no intuito de informar interno, empresas contratantes e parentes sobre documentos e regras. Até o TJ publicou documentos no site.


GIULIENY ESCRITORA


Publiquei 14 livros, sendo 4 bilíngues. Fui entrevistada no DFTV, TV Justiça Nacional, fui contemplada com o prêmio Brasília 60 da Secretaria de Cultura. Lancei "A menina derretida" em Chipre e Roma. O livro "A menina tagarela" foi eleito melhor livro da bienal Brasília 2016.


Mais informações no site www.giulienymatos.blogspot.com e no Instagram: @giulienymatos.autora


CONCLUINDO...

                                              

Não acordei criança e disse - - Papai, quero ser carcereira! (para aqueles que falam que tem de fazer o que gosta na vida).

Porém amei a minha profissão, ainda que bem intensa rsrsrss. Fazemos um trabalho honrado. E dele tiramos nosso sustento. Nossas amizades são mais fortes, pois passamos muito tempo juntos, em plantões e expediente regime semi-internato. O importante é buscar a felicidade e ver sempre o lado bom das coisas.










 O projeto "Por onde anda" é uma iniciativa do Agente Policial de Custódia e escritor renomado GLAUBER VIEIRA. Em breve, outros colegas aparecerão em nosso site.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

POR ONDE ANDA: EBE CRISTINA.

 



                                                                                             Por Glauber Vieira.


Minha história é um pouco parecida com a da Neta e com a de muitos policiais que migraram da Educação para a Polícia. 


Eu ingressei na SEEDF, muito nova, em 1991 como Administrativo. Fiz faculdade de Letras e passei a lecionar. Fiquei na Educação por 11 anos. Em 2001, eu e mais 2 professores da mesma escola, desanimados com a desvalorização dos professores, resolvemos fazer o concurso da PCDF. 


Passamos bem na época em que houve uma grande e cruel rebelião no Complexo, a última. Muitos familiares falavam que eu era louca em ir trabalhar em um presídio (rsrs), mas a essa altura, o sangue de policial já estava se revelando (tinha dois primos já na PCDF).


Tomei posse em 1°/02/2002 e fui lotada na antiga Carceragem na DPE.


                                         


Fiquei lá por 8 meses em um serviço basicamente administrativo que odiei. De lá fui para a PFDF onde fiquei por longos e maravilhosos anos. Trabalhei no Feminino na escolta, Chefe de Pátio,  Nuvig, Assistente da Gevig, Nucad, Nuami e por fim, Geait. Em 2012 entreguei a chefia para ir para a Academia de Polícia. Queria ficar perto de casa e fazer algo diferente. Fui professora do Curso de Formação de 2014, lecionando História da Polícia (foi uma experiência fantástica!). Da Academia voltei ao inicio na Carceragem, atual DCCP e encerrei a carreira no CPP em 2017 aos 47 anos.


Aposentei-me não por cansaço, mas por medo dos prejuízos que a Reforma da Previdência poderia trazer. Nos primeiros meses me senti em férias, mas depois, confesso, bateu o arrependimento.

                                                             

Amo e admiro imensamente a PCDF. Ainda me sinto na ativa! Sinto saudades dos muitos amigos verdadeiros que fiz, que me admiram e que eu admiro imensamente. Os amigos da Polícia são diferentes. Os laços são mais profundos porque a eles nós confiamos a nossa vida diariamente. Isso é lindo!


Atualmente, moro em Taguatinga e para não ficar parada, voltei a lecionar como Contrato Temporário na Secretaria de Educação do DF, mas queria mesmo é que o Projeto da Escola da PCDF saísse do papel e fosse pra frente para que eu continuasse contribuindo na Educação dentro da PCDF. Seria perfeito!






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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

POR ONDE ANDA: CONSTÂNCIA NETA.

                                                                         



                                                                               Por Glauber Vieira.
                                             
Corria o ano de 1998 quando uma jovem professora em Goiânia prestou concurso para o cargo de agente penitenciário da Polícia Civil do DF.

Constância Neta passou no concurso e se mudou para a capital federal no ano seguinte.

Trabalhou por uma década no NUARQ do CDP. Depois foi transferida para a DCCP e, por fim, foi lotada por alguns anos na Secretaria de Segurança Pública, onde se aposentou em 2015.

Resolveu então voltar para Goiânia, onde possui família.

Por fim, se casou com um goiano que vivia nos Estados Unidos e passou a viver em Danvers, pequena cidade de Massachusetts, a meia hora de Boston, junto com o marido e a filha, Luiza Maria.




Constância voltou a trabalhar como professora infantil, e está se especializando no método Montessori.

Sobre a experiência na PCDF, diz: "construí muitos amigos, foi uma jornada bonita, cresci, aprendi sobre a condição humana e o senso de justiça ".









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Dia do Agente Policial de Custódia

  28 DE JULHO |  DIA DO AGENTE POLICIAL DE CUSTÓDIA DA PCDF  Hoje é dia de homenagear profissionais cuja atuação é fundamental para a engren...