terça-feira, 28 de abril de 2026

Governo Federal sanciona lei que formaliza reajuste da segurança pública, mas veta importantes direitos dos Policiais Civis acordados no Congresso Nacional.

Reestruturação da Segurança Pública do DF: Avanços para Militares e Polícia Penal, mas Vetos Prejudicam a motivação e o reconhecimento da PCDF.



Brasília, 28 de abril de 2026.


Por Fabrício Gildino.






A Lei nº 15.395/2026, sancionada nesta terça 28.04.2026, representa um marco relevante para as diferentes instituições de segurança do Distrito Federal. A norma oficializa um novo patamar remuneratório para a PMDF, CBMDF, PCDF e militares dos ex-Territórios Federais, com reajustes escalonados em duas etapas: a primeira a partir de 1º de dezembro de 2025 e a segunda em 1º de janeiro de 2026.

Parabenizamos as corporações militares pelos avanços conquistados. A lei manteve o reajuste de soldo e da Vantagem Pecuniária Especial (VPE), com o valor para Coronel chegando a R$ 15.452,11, novas idades para reserva compulsória (como 67 anos para Coronel), exigência de bacharelado em Direito para oficiais da PMDF, atualização de limites de altura e a ampliação de competências ambientais para o CBMDF, incluindo o poder de lavrar autos de infração em casos de incêndio florestal, fiscalização de produtos perigosos e ações de educação ambiental.

A Polícia Penal do DF também obteve ganho importante com sua inclusão expressa no Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), garantindo recursos federais para sua organização e manutenção, além da criação de um fórum de diálogo com os governos para tratar do subsídio da categoria.

Essas conquistas fortalecem o sistema de segurança pública como um todo e são merecidas pelo esforço diário de todos que vestem a farda ou o distintivo para proteger a sociedade brasiliense.

Contudo, para a Polícia Civil do Distrito Federal, o resultado é profundamente frustrante.

Embora tenhamos garantido o reajuste de subsídio, os vetos presidenciais constantes da Mensagem nº 327/2026 retiraram conquistas históricas e justas pleiteadas pela categoria.

Foram vetados pontos centrais:

  • A unificação dos cargos de Agente de Polícia, Escrivão de Polícia e Agente Policial de Custódia na denominação de “Oficial Investigador de Polícia”, situação que já está prevista na Lei Orgânica nacional das Polícia Civis;
  • A criação da Gratificação de Desempenho;
  • A Indenização destinada a compensar os desgastes orgânicos e danos psicossomáticos inerentes à atividade investigativa;
  • A vinculação remuneratória com carreiras congêneres dos ex-Territórios (isonomia) e a autorização automática para realização de concursos quando a vacância atingisse 30%.

O governo justificou os vetos com argumentos de suposta inconstitucionalidade, incompatibilidade com o regime de subsídio e ausência de estimativa orçamentária. Respeitamos o processo legislativo, mas não podemos aceitar que essas justificativas ignorem a realidade vivida pelos policiais civis.

A unificação de cargos não era um capricho: era o reconhecimento da similitude de funções e a modernização necessária de uma carreira que atua de forma integrada na investigação criminal.

A Gratificação de Desempenho e a Indenização por desgaste orgânico representavam, acima de tudo, justiça com quem enfrenta diariamente o lado mais cruel da criminalidade — oitiva de vítimas, análise de cenas de crimes violentos, cumprimento de mandados de prisão contra facções armadas, pressão constante por resultados e o desgaste emocional que isso provoca.


Por que uma PCDF motivada e valorizada é essencial para a segurança do DF?

A segurança pública não se resume ao policiamento ostensivo. Ela depende de um ciclo completo e integrado: prevenção, repressão, investigação qualificada e persecução penal eficaz. A Polícia Civil é o elo fundamental nesse ciclo. Sem uma PCDF forte, motivada e com condições dignas de trabalho, os esforços de todo o sistema de justiça criminal perdem potência — flagrantes não se convertem em condenações sólidas, inquéritos se arrastam e a impunidade se fortalece.

Nossos policiais civis atuam diariamente sob alta tensão emocional e risco físico. O desgaste psicossomático não é retórica: é uma realidade comprovada na carreira policial.

Apenas a título de exemplo, listamos algumas das principais realizações da PCDF nos últimos anos:

  • Altas Taxas de Elucidação: A PCDF apresenta índices de esclarecimento de crimes violentos significativamente superiores à média nacional. Em 2025, a taxa de elucidação de homicídios atingiu 67,4%, superando a meta institucional.
  • No caso de feminicídios, o índice chegou a 73,9% em 2024, fruto de protocolos rigorosos de investigação imediata.
  • Redução Histórica da Criminalidade: A atuação integrada contribuiu para que o Distrito Federal atingisse, em 2024, a taxa de 6,9 homicídios por 100 mil habitantes, o menor índice desde 1977
  • Redução de crimes patrimoniais em 2025:
    • Roubo em comércio: -32%.
    • Veículos subtraídos: -13%.
    • Celulares subtraídos: -10%.
    • Roubo em residência: -2%.
  • Combate ao Crime Organizado: A instituição intensificou o asfixiamento financeiro de facções, com um incremento de 95% na recuperação de ativos ilícitos em 2025 e um aumento de 44% no indiciamento por lavagem de dinheiro em 2024.
  • Localização de Pessoas: O Distrito Federal alcançou o índice de 98% de resolução dos casos de desaparecimento em 2024, devido a protocolos de busca imediata como o "Sinal de Busca Imediata".
  • Combate ao Crime Organizado: 54 operações deflagradas em 2025, com 171 indiciados e recuperação de R$ 215 milhões em ativos.

Negar mecanismos de compensação e reconhecimento justo não apenas desmotiva nossos servidores — compromete a retenção de talentos, dificulta a atração de novos profissionais qualificados e, em última análise, enfraquece toda a segurança pública do Distrito Federal.

Um policial civil desmotivado produz menos e com maior risco de adoecimento. Uma PCDF valorizada, ao contrário, entrega mais eficiência investigativa, maior resolutividade de crimes e maior confiança da sociedade.

É hora de corrigir essa lacuna.

Os vetos à PCDF deixam uma ferida aberta que precisa ser urgentemente reparada pelo Congresso Nacional. A unificação de cargos que reflita a realidade funcional, a gratificação por desempenho e a indenização por desgaste orgânico não são privilégios. São direitos elementares de quem coloca a saúde física e mental em risco todos os dias para defender a sociedade.

Os policiais civis não pedem regalias — reivindicamos condições dignas para continuar exercendo nossa missão constitucional com excelência.

Estamos abertos ao diálogo e seguiremos lutando, com responsabilidade e determinação, pelos direitos da nossa categoria.



Fabrício Gildino é Presidente da AAPC - Associação dos Agentes Policiais de Custódia da PCDF.



domingo, 22 de março de 2026

AgPC Jair Ferreira Gonçalves


A AAPC lamenta o falecimento do agente Jair, ocorrido em um acidente de trânsito no estado de Goiás.

Jair trabalhou por muitos anos na GPOE, e já estava aposentado.

Segue abaixo informação sobre velório e sepultamento, a ocorrer  em Brasília.








sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Diretoria atual da AAPC



Esses são os membros atuais da diretoria da AAPC.

As funções de cada um podem variar de acordo com a necessidade.

Informamos também a lotação atual de cada um.


Fabrício Gildino - Presidente - DCA 2

Renato Mendonça  - vice-presidente - DCCP

Adriana - diretoria administrativa - aposentada

Glauber - diretorias de cultura e comunicação - DCCP

Marivaldo - diretoria de aposentados - aposentado

Rafael Pinheiro - diretoria do Jurídico - DCCP

Jane Eyre Santana da Silva  - Diretoria Financeira - aposentada

Abílio - Diretoria Financeira (adjunto) - DCCP 

Santana - Diretoria de Habitação - DCCP

  

Conselho Fiscal 


Cláudio Teixeira - DCCP

Danilo Freire - aposentado 

Flávio Santos - DCCP

Paulo Rodrigues - P17

Theodoro Gonçalves - aposentado


sábado, 22 de novembro de 2025

Medalha do Mérito Policial de Custódia III

Terceira e última parte de fotos referentes a cerimônia de entrega da Medalha Policial de Custódia, 2025.






Agente Gildino com o agente de polícia Enoque, presidente do Sinpol


Agente Daniel com a delegada Jane Klébia











Agentes Sibele e Gildino


Agente de Polícia Sérgio de Faria (27. DP)










Agentes Pedro Salomão e Paulo Magnani


Agente Edimilson (DCCP) e delegada Jane Klébia

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Medalha do Mérito Policial de Custódia II


Seguem outras fotos da cerimônia de entrega da Medalha do mérito policial de custódia,  realizada em 07 de novembro de 2025 no auditório do DPE









Fidel,  Cláudia e Lousane, diretores da Agepol.



Agente Gildino (atual presidente da AAPC), com agentes Valéria, Cláudio e Kleyce



Agentes Gildino e Claudeci Maria




Agentes Jurandir e Mendonça 

Agente Andréia (lotada na DCCP) e delegado José Werick, atual diretor da PCDF


Delegado José Werick e Agente Andressa, lotada na DCCP 



Agente Aleandra (lotada na DCCP) e delegado José Werick 

Agentes Jacirene, Aleandra, Andressa, Geraldo e Mônica 


Agente Cláudio (DCCP) e delegado José Werick 






Agente Jacirene (lotada na DCCP) e a delegada e deputada distrital Jane Klébia.


Agentes Geraldo e Mônica (já aposentados) e família


Agente aposentada Lúcia com o agente Mendonça 


Agente Kleyce (ex-presidente da AAPC) e agente de polícia e deputado distrital Wellington


Agente Denis (DCCP) e Mendonça



Marcilene Lucena (policial de Tocantins e presidente da federação de policiais) junto com Wellington. 

Delegadas Valéria Martirena e Jane Klébia






Agente Rafael Pinheiro (Diretor da AAPC) e o secretário de segurança pública Sandro Avellar


Governo Federal sanciona lei que formaliza reajuste da segurança pública, mas veta importantes direitos dos Policiais Civis acordados no Congresso Nacional.

Reestruturação da Segurança Pública do DF: Avanços para Militares e Polícia Penal, mas Vetos Prejudicam a motivação e o reconhecimento da PC...